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sexta-feira, 10 de maio de 2013

[OPINIÃO] - Começar de Novo, de Margarida Leal Barreto



“Começar de Novo”, de Margarida Leal Barreto é um livro lindo.

Fala-nos de uma mulher – Francisca Vasconcelos – que numa consulta de rotina ao ginecologista houve uma frase simples que lhe vai mudar a vida. Francisca já é mãe de gémeos e tem 40 anos. Mas quando o médico lhe diz que ainda pode engravidar todos os desejos que Francisca achava não existir sobem à tona.

Assim, Francisca parte numa missão em que todos são contra ela. A família, o marido e até os colegas de profissão criticam Francisca por querer engravidar aos 40 anos. Apenas a sua melhor amiga está do seu lado, como sempre esteve em toda a sua vida.

“Começar de Novo” é uma história magnífica. De leitura muito simples que nos prende a cada página. Li este livro tão rápido! E não é por ter apenas 200 e poucas páginas, é um livro que não nos deixa parar de ler enquanto não acabar a história.

Acho magnífico a amizade entre Francisca e Clara que vai acabar por “salvar” Francisca de um final triste. É para isso mesmo que servem os amigos e aqui Clara ajuda Francisca como ninguém.

É um livro que aconselho a todos. Uma leitura muito simples e com uma escrita muito fluida.

Parabéns à autora por este maravilhoso livro. É bom termos escrita com qualidade em Portugal e feita por portugueses.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

[OPINIÃO] - "A Força do Destino", de Susana Esteves Nunes



A Força do Destino” é um livro que essencialmente nos fala de Amor.

Conta-nos a história de Maria Eduarda, que logo no início do livro recebe a notícia de que João Pedro, seu irmão gémeo e melhor amigo, irá trabalhar num grande projecto em Nova Iorque. Isto implica a distância entre os dois irmãos durante três anos, tempo do contrato de João Pedro. Quando Maria Eduarda recebe esta notícia em primeira mão fica feliz pelo irmão, mas agoniada pela distância que os vai separar. Nessa altura, e de forma a conter as lágrimas de tristeza, Maria Eduarda retira-se da mesa de restaurante onde os dois se encontram e, literalmente, abalroa um desconhecido (Vasco). O que tanto Maria Eduarda e Vasco não acreditavam era no Amor à primeira vista, até aquele episódio.
A partir daqui, Maria Eduarda e Vasco vão viver uma linda história de amor… Tudo isto em cenários maravilhosos: Cascais, Sintra e Nova Iorque.

Mas por vezes o destino prega-nos partidas, e tanto nos dá o melhor de si, como no minuto seguinte nos está a tirar!

O livro “A Força do Destino” é o primeiro romance de Susana Esteves Nunes e é de louvar a sua óptima construção.

É um romance leve, óptimo para “descontrair” de histórias mais “pesadas”. De leitura muito simples e que acaba por prender o seu leitor. No meu caso em específico li o livro muito rapidamente e no fim deixou-me com a lagrimazinha no canto do olho e uma saudade dos personagens.

Parabéns Susana Esteves Nunes! Portugal precisa de bons escritores e bons livros!  

[OPINIÃO] - "Irmã", de Rosamund Lupton



O livro “Irmã” é o primeiro da escritora Rosamund Lupton e é também o primeiro que leio dela.

Uma história que nos toca no coração. Para quem tem irmãos este livro é de nos deixar com o coração nas mãos pela agonia de Beatrice na sua procura pela sua irmã, Tess.

A história inicia-se quando Beatrice recebe uma chamada da sua mãe a informar que Tess se encontra desaparecida já a alguns dias. Beatrice, que mora em Nova Iorque, deixa tudo para tras e regressa a Londres em busca do paradeiro de Tess.

Toda a história é contada na primeira pessoa por Beatrice, na forma de uma carta dirigida a Tess em que nos conta tudo desde o desaparecimento.

Durante o livro Beatrice volta ao passado lembrando a sua infância, as brincadeiras com Tess, a morte do seu irmão Leo e a doença que o levou à morte, o divórcio dos pais, a mulher que se tornou a sua me após o divórcio e o afastamento do pai. Isto serve para explicar ao longo do livro certos comportamentos das personagens.

É também descrito o relacionamento das duas irmãs, mesmo após a partida de Beatrice para Nova Iorque, mostrando que apesar da distância as irmãs eram bastante unidas.
Também na história é mostrado que as duas irmãs são pessoas muito diferentes, mas que mesmo assim conseguem viver de forma muito unida. Enquanto Beatrice é uma mulher pacata e por vezes monótona, com medo de arriscar, Tess é uma estudante de Artes, irreverente, cheia de amigos e divertida.

No entanto, apesar de ser Tess a desaparecer, Beatrice é a personagem que mais gosto. É uma personagem que nos toca, pela sua agonia na busca da irmã, mostrando um relato de irmã mais velha. Bee, como é chamada carinhosamente por Tess, vive sem qualquer emoção no início do livro e acaba por no final do livro ver a vida como uma dádiva.
A escrita da autora prende-nos. A forma como a personagem Beatrice vai contando a história a Tess acaba por nos deixar emocionados ao longo do livro.  
Lupton, junta ainda ao trama uma componente de importante relacionada com a medicina e com a doença que leva à morte de Leo, explicando-nos pormenorizadamente ensaios de genética para a cura desta doença. Este ponto demostra, que a autora fez muito trabalho de pesquisa nesta área.

Uma questão muito interessante no final do livro, e como diz a autora depois na entrevista que se faz acompanhar no mesmo, é que o final é deixado em aberto por cada leitor. Isso é uma questão que achei maravilhosa!

Uma das coisas que me cativou bastante foi a sua capa! Para quem lê o livro percebe que esta capa é mesmo Beatrice perdida no parque em busca da sua irmã, num dia típico de inverno em Londres (como pudemos conferir isso no livro). Depois a frase: “Desapareceste. Vou à tua procura…” é magnífica, mostrando-nos o desespero de Beatrice durante a sua busca.

Agora falta aguardar pela chegada do segundo livro da autora – Depois – aqui a estante de casa. Com certeza vai passar à frente de muitos outros.

[OPINIÃO] - "Pura Malícia", de Jill Mansell


Jill Mansell é daquelas escritoras que em tudo o que faz põe humor. E “Pura Malícia” não é excepção! Da autora só tinha lido “Três é Demais” e este também me divertiu mas não me surpreendeu. Por isso fui um bocado a medo ler este livro. Tive receio que pudesse ser uma perda de tempo quando tenho uma lista tão grande de livro para ler na estante.

No entanto, valeu o risco!

Após um ciclo de leituras com histórias mais pesadas sabe sempre bem ler algo mais divertido e nisso Jill Mansell sabe fazê-lo muito bem.
A história tem como personagens principais Maxime, Janey e Guy.

Maxime é uma “louca desvairada” como eu costumo dizer. Procura incessantemente ser uma jovem americana cheia de sorte e principalmente dinheiro. E é aí que surge Guy, um fotografo famoso, viúvo, pai de dois filhos. Maxime vê em Guy a “galinha dos ovos de ouro” e vai tentar de tudo para conquista-lo.

Janey, irmã de Maxime, é bastante mais ponderada, uma mulher comum e uma guerreira. Uma mulher trabalhadora, de baixa auto-estima, principalmente quando se comprara a Maxime.

Para além destas três personagens, Jill Mansell, junta mais personagens á história no decorrer do livro, que vão tendo laços com as diferentes personagens. Destas personagens, as que mais gostei são os filhos de Guy. Sempre divertidos, apesar de terem perdido a mãe muito novos, e prontos a dar cabo dos planos de Maxime, apesar de a adorarem…

Como já disse acima, este é o segundo livro de Jill Mansell e desta vez consegui conquistar-me através das suas personagens e do sentido de humor patente em todo o livro. De salientar ainda que a capa deste livro é linda! O que nos conquista ainda antes de o ler.

[OPINIÃO] - "Procuro-te", de Lesley Pearse



Desde o início do livro esta história prende o leitor!

O livro começa com a morte de Lorna, mãe adoptiva de Daisy, a personagem principal desta história. Daisy foi adoptada quando bebé por Lorna e o marido e sempre deram a conhecer a Daisy esse facto. Na hora da sua morte, Lorna pede a Daisy que procure a sua mãe biológica.

Inicialmente, Daisy retrai-se nesse pedido de Lorna, mas promessa é promessa e Daisy decide partir em busca do seu passado. Daisy parte para a Cornualha, terra-natal da sua mae biológica e investiga a sua história e da sua família. E descobre factos impressionantes!

Descobre, que a sua mãe a deu para a adopção quase por obrigação, por ser uma menina de 17 anos e mão solteira, coisa impensável em plenos anos 60. Descobre ainda que tinha uma tia, irmã da mãe – Josie – que foi nada mais nada menos que a rainha da moda nessa altura, levando porém uma vida muito pouco regrada.

Na sua viagem à Cornualha, Daisy descobre que a família da sua mãe morreu num incêndio que destruiu toda a sua quinta, sobrevivendo apenas a sua mãe. Um facto que deixou em choque profundo em Ellen (mãe biológica de Daisy), fazendo com que desaparecesse para sempre da Cornualha, chegando mesmo a cortar relações com a sua melhor amiga, Mavis.

Em toda esta busca, Daisy consegue descobrir finalmente Ellen e decide juntar as duas amigas. No entanto, Mavis, descobre algo muito terrível e surpreendente.

E querem saber o que é? Vão ter que ler porque eu guardo esse segredo a sete chaves…

A autora apresenta-nos aqui uma magnífica história, que nos prende a cada página. Esta é aminha primeira leitura de Lesley Pearse, mas com certeza não será a ultima. Na estante já tenho “Segue o coração” e “Nunca me esqueças” e em breve conto adquirir os que faltam. A sua escrita cativou-me. Tem uma escrita fabulosa e consegue prender o seu leitor. De salientar também, que Lesley Pearse conta a história de cada personagem de uma forma magnifica, descrevendo principalmente Daisy, Ellen e Josie

domingo, 7 de abril de 2013

[OPINIÃO] - O Sedutor, de Madeline Hunter



Este é o primeiro livro de uma série, designada “The Seducers”.
É também a minha primeira leitura de Madeline Hunter e isto promete!

É um romance de época muito bem construído que não deixa cair na monotonia todo o decorrer da história.
A sinopse deste livro deixou-me desde o início com “a pulga atrás da orelha”, porque existia algo por detrás da personagem de Daniel St. John em relação a Diane.

Daniel é um homem com muitos segredos do passado escondidos e um plano de vingança em marcha. Apresenta-se como um homem frio e calculista que ao longo do livro acaba por amolecer com a presença de Diane.

Diane é uma menina-mulher muito corajosa e que quer descobrir todos os segredos do seu passado. No entanto é inocente!
A paixão que cresce entre Daniel e Diane acaba por fazer com que os planos de vingança de St. John tenham que ser alterados.

Existem também outras personagens, que são apresentadas no decorrer do livro, que dão ainda mais cor à história, tais como: os outros Sedutores (quem ainda não sabe quem são, basta só pesquisar no Goodreads, que tem toda a informação dos próximos livros da saga), a irmã de St. John e Paul. Mas também existem os maus da fita!

O resto deixo para os leitores poderem saborear, que isso sim tem ainda mais piada!

Madeline Hunter revela que teve imenso cuidado na construção dos personagens e a história apesar de um pouco complexa acaba por ser fluída, prendendo o leitor à esta história.
Uma questão bastante importante e que valoriza ainda mais esta história é como a autora “guarda” os segredos da trama e os revela no momento certo, dando-lhe um sabor especial.

Tal como indicado anteriormente, este é o primeiro livro da saga, que num segundo volume trará a história de mais um Sedutor – Vergil Dulclairc.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

[OPINIÃO] - Casamento em Veneza, de Elizabeth Adler



Mais uma estreia! Este é o primeiro livro que leio de Elizabeth Adler. E mais uma vez fui surpreendida.
Este é um livro cheio de acção e mistério e que acaba por juntar a paixão e o amor, como não podia faltar num romance!
Desenrolando-se entre Paris, Xangai e Veneza. Na história contámos com duas primas como personagens principais: Precious Rafferty e Lily Song . Uma mora em Paris e a outra em Xangai, e tem em comum o facto de terem uma loja de antiguidades, casa uma nas suas respectivas cidades.
O mistério de que se fala em todo o decorrer da história é à volta de um colar que pertencia à imperatriz do Dragão. Este colar foi roubado, em tempos, quando aconteciam escavações arqueológicas e acaba por ir parar às mãos de Lily Song.
Uma outra personagem essencial a esta história é Bennent, um autentico caçador de fortunas, que descobrindo a existência deste colar tenta “atrair” Lily para si de forma a conseguir roubar-lhe essa preciosidade. No entanto, nada consegue com Lily e descobre, ou pelo menos acha ser verdade, que a prima Precious tem uma tia rica e parte em busca deste “tesouro” fazendo-se passar por um homem que se apaixona à primeira vista por Rafferty.
Bennent é um homem capaz de qualquer coisa para enriquecer e não olha a meios para atingir os fins.
Conseguindo conquistar Precious, os dois acabam por quase casarem em Veneza, mas, na véspera de casamento, Bennent descobre que Precious não receberá qualquer valor, no que diz respeito à herança da sua tia. Assim, Bennent acaba por deixar Precious destroçada no altar.
Quando Lily descobre tudo, parte com destino a Paris para contactar a prima e contar-lhe toda a verdade sobre quem é afinal o verdadeiro Bennent.
A juntar a todo o trama, temos uma personagem que surge a meio da história – Sam Knight, um escritor que Rafferty conhece, mas que esconde algo de si.

Tal como frisei acima, Elizabeth Adler surpreendeu-me. Este é um livro cheio de mistério e romance muito bem construído. E é ainda muito bom, ao longo do livro, irmos “viajando” por várias das cidades mais importantes do mundo. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

[OPINIÃO] - Um Dia Naquele Inverno, de Sveva Casati Modignani


O que dizer de “Um Dia Naquele Inverno”? Para mim é difícil, este é um livro que me deixou sem palavras. Foi o primeiro livro que li de Sveva Casati Modignani e rendi-me de imediato à sua escrita.

Tudo neste livro é bom!

Uma escrita simples e fluída que prende o leitor a cada página que vai folheando, lendo-se muito rapidamente. 
Mas o principal ponto é a sua história maravilhosa.

Léonie, a personagem principal da história, é até ao momento a minha personagem favorita de todos os livros que já li. É daquelas mulheres poderosas que eu, pessoalmente, penso: “Gostava de ser como ela!”. Mãe de cinco filhos é soberba nessa função, uma poderosa mulher de negócios da família Cantoni e uma esposa magnífica, sabendo sempre o lugar correcto a assumir, sendo acarinhada por todos os que a rodeiam.

Todos os anos, no mesmo dia do ano – 21 de Dezembro, dia de Solstício de Inverno – Léonie parte sem deixar rasto, acabando por se tornar um hábito que já ninguém lhe questiona o que faz nesse dia. E o resto não desvendo, isto porque é maravilhoso ir desfolhando cada página e percebendo o que afinal Léonie faz todos os anos em vésperas de Natal.

Outro ponto que achei divinal no livro é a forma como são contadas as histórias de vida dos membros da família Cantoni, de forma a levar o leitor a perceber todos os segredos desta família. E todos nós temos os nossos segredos, não é verdade?

Sem dúvida que aconselho a leitura deste livro. É magnífico e ficará para sempre lembrado na minha memória.


terça-feira, 26 de março de 2013

[OPINIÃO] - Alma Rebelde, de Carla M. Soares


Este é o primeiro livro que leio de Carla M. Soares e gostei muito. Tal como as óptimas criticas indicavam este seria uma óptima leitura.

Na história, Joana vive numa tristeza medonha devido ao seu casamento arranjado entre seu pai e os D’Oriaga. A personagem é muito negativa e o seu sofrimento é doentio. Este sofrimento tem uma razão de ser: Joana vive rodeada de família com casamentos arranjados que não correm nada bem. Um forte exemplo disso é a sua prima Ester, que vive num casamento que é um verdadeiro inferno e que é relatado a Joana, acabando por criar em Joana a ideia de que deste inferno a própria também não se escapa.
Joana olha para si como uma mercadoria pronta a ser despachada para a casa dos D’Oriaga e como moeda de troca terá direito a um título.
Nesta altura surge a reviravolta na história. Quando Joana já está na sua futura casa, aguardando o dia do seu casamento, dá-se o aparecimento de Santiago, o seu noivo.
Santiago é tudo aquilo que Joana não esperava: um homem sonhador e alegre e que tal como Joana se sente também ele uma mercadoria. No entanto, Santiago decide arregaçar as mangas e ir á luta. Joana também é bem diferente daquilo que o próprio esperava, para melhor e deste a primeira vez que se cruzam o amor nasce entre os dois.
Santiago acaba por despertar novas sensações em Joana e esta sente receio e fica com “um pé atrás” não se deixando levar pela paixão, mas rapidamente isso é esquecido e Joana é levada na onda do amor, entregando-se a Santiago.
Joana vê tudo isto como uma feliz partida do destino e o futuro que Santiago lhe apresenta ainda a deixa mais feliz, percebendo que encontrou o seu príncipe encantado.
É de louvar este ser um livro tão simples e ao mesmo tempo tão bom e ainda por cima de tudo isto ser um produto português. É mais uma prova que o que é nacional é bom.
É de salientar ainda que entre livro pões temas muito importantes “em cima da mesa”, tais como, a relação entre a burguesia e a nobreza, o lugar das mulheres na sociedade dessa época e as relações entre Portugal e o Brasil.

segunda-feira, 25 de março de 2013

[OPINIÃO] - Sedução Intensa, de Lisa Kleypas



Este é o segundo livro da série “À flor da pele”, contando, desta vez as peripécias da segunda encalhada – Lilian Bowman – e de Lord Marcus Westcliff.
Lilian apresenta-se como uma rapariga de língua afiada e um tanto maria-rapaz. O seu passatempo favorito é arranjar confusões. É rebelde e respondona, o que não caí nada bem numa menina da sua época. No entanto, Lilian não quer saber e nada faz para mudar e para ser moldada como uma senhora da sociedade inglesa.
Marcus é um homem arrogante, teimoso e perspicaz. Westcliff foi “treinado” para ser nada mais, nada menos do que “o melhor” em tudo e por isso só aceita a perfeição. Torna-se também, com o passar dos anos, uma pessoa que tem que possuir sempre a última palavra em tudo e detesta ser desafiado por quem quer que seja, principalmente por uma mulher.
E é aqui que se dá o choque entre as duas personagens. Um não se tolera ao outro e vice-versa. Mas no fundo são loucamente apaixonados um pelo outro, mas ainda não o sabem!
Este livro tem tudo aquilo que pessoalmente gosto: é divertido e bem construído, demonstrando bastante cuidado em toda a narrativa.
Nota-se que a autora teve todo o cuidado a preparar cada personagem e cada ponto da história.
Para adoçar este livro, temos outras personagens, também elas importantes. As outras três amigas de Lilian, que vão ao longo da história procurando saber detalhadamente todos os contornos desta paixão arrebatadora que as duas personagens principais vão vivendo. Estas “reuniões” entre as quatro encalhadas acaba por provocar ao leitor momentos de puras gargalhadas.
Entre as duas personagens é engraçado assistir às brigas e discussões dos dois, que acabam por dar um toque de descontracção ao livro.
Lisa Kleypas ainda vai mais longe no desenvolvimento deste amor, juntando a personagem de Lord St. Vincent, que traz ao romance ainda mais confusões e discussões entre Lilian e Marcus. No final deste livro, a autora ainda levanta o véu para o próximo livro da série, mostrando que Lord St. Vincent será uma das personagens principais, juntamente com Evie. 

Opinião de Desejo Subtil

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[OPINIÃO] - A Última Carta de Amor, de Jojo Moyes


Duas histórias… duas protagonistas…

Jenniffer e Ellie são as mulheres desta história. As duas são muito diferentes e após 40 anos os seus destinos acabam por se cruzar.
“A Última Carta de Amor” é uma história comovente e apaixonante.
Confesso que inicialmente não gostei muito deste livro, custava-me a passas as suas páginas e achava que não estava a perceber nada da história, mas afinal até estava!...

Jojo Moyes, inicia a história no presente (2003), com Ellie, uma jornalista do Nation, um jornal que após muitos anos se encontra a mudar de instalações.
Ellie é uma mulher que se encontra a viver um caso com um homem casado e que acredita que um dia este vai deixar a esposa para viver o amor ao seu lado. Profissionalmente, Ellie já foi uma jornalista de topo, mas que no momento se encontra a ser posta à prova. Com as mudanças no seu jornal, Ellie terá de escrever um artigo em que relacione um tema de á 40 anos atrás com o presente. É nessa altura que Ellie encontra no Arquivo uma carta de amor que a deixa presa e é então que decide procurar os protagonistas desta história.
A partir daqui, existe um regresso ao passado, retrocedendo 40 anos e iniciando-se a história de Jennifer. Esta acorda numa cama de hospital sem nenhuma memória. Aos poucos, Jennifer vai sabendo aquilo que os que a acompanham lhe contam: que é casada e o seu marido é um poderoso empresário e quem são os seus amigos. Quando regressa a uma casa ao qual não se recorda ser sua, Jennifer parte em busca de memórias e é aí que descobre uma carta escondida no meio de um livro, dirigida a si e assinada com um simples B. (Boot, sabemos depois durante o livro).
No decorrer da narração desta história, a autora mostra-nos o presente e o passado de Jennifer fazendo o leitor encaixar as peças o puzzle e descobrir que Boot é Anthony, um jornalista do Nation, que Jennifer conheceu numa das suas férias à Riviera, quando este teve que fazer uma peça sobre Larry Stirling, marido de Jennifer e que se torna seu amante e o amor da sua vida.
Entre encontros e desencontros e memórias esquecidas, na segunda parte do livro surge uma reviravolta – Anthony (que Jennifer achava que estaria morto) reaparece e decobre que Jennifer tem uma filha: Ésme.
E mais uma vez os seus destinos voltam a separar-se novamente, desta feita durante 40 anos.
Na terceira parte do livro, somos reportados para o presente, e é aí que Ellie finalmente descobre Jennifer e se emociona com toda a história de amor vivida à 40 anos atrás, por ela e Boot. Assim, Ellie parte também à descoberta de Boot e encotra-o nada mais nada menos que como chefe do Arquivo do jornal Nation. (Esta foi a parte que mais gostei!)
É também de salientar que também Ellie “renasce das cinzas” com esta linda história de amor!

Tal como disse anteriormente, só a meio da história é que o livro me cativou. Na altura em que finalmente comecei a juntar as peças. Nessa altura fui cativada e “puxada” de uma maneira impressionante para esta história não conseguindo “descolar-me”.

Uma óptima opção de leitura com uma magnífica história de amor.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

[OPINIÃO] - Peripécias do Coração, de Julia Quinn


Peripécias do Coração é o segundo volume da série Bridgerton.
Já no primeiro volume desta série, Julia Quinn me havia conquistado com a história de Daphne Bridgerton e Simon Hunt (podem ver opinião AQUI) e neste segundo volume volta a brilhar.

Neste livro a autora traz para a história Anthony Bridgerton, o irmão mais velho de oito irmãos, que já nos havia sido apresentado anteriormente. No entanto, aqui é dada a conhecer a sua história de vida e o grande medo que atormenta a personagem desde a morte do seu pai.
Do outro lado, temos Kate Sheffield uma mulher forte teimosa e com objectivos. Kate nutre uma forte relação de amizade com a sua meia-irmã Edwina. Kate considera-se o “patinho-feio” da família sendo a sua beleza ofuscada pela de sua irmã Edwina que é considerada uma das mulheres mais bonitas da temporada londrina. Kate, já com 21 anos, corre o risco de ficar solteirona se nessa temporada não encontrar marido, mas mesmo assim, o seu grande objectivo é conseguir um óptimo marido para a sua irmã.
É nesse momento da história que aparece Anthony. Este é considerado um libertino e mulherengo e dessa forma Kate excluo-o e luta com todas as suas forças para o afastar de Edwina. Só que o feitiço lançasse contra o feiticeiro e Kate e Anthony acabam por se apaixonar, sem cada um saber dos sentimentos do outro.
Este é um livro recheado e humor e que nos faz soltar imensas gargalhadas pelas expressões que são usadas pelas personagens.
Os irmão Bridgerton são personagens muito marcantes desta história e é bom “rever” Daphne novamente na história.
Outra personagem muito importante nesta trama é a misteriosa Lady Whistledown, que escreve a coluna de noticias escandalosas da sociedade londrina. É aquela personagem que quando acaba um livro desta série nos perguntamos a nós mesmos “Mas quem será ela?”.
Em relação à escrita deste livro é simples, fluida e descontraída. A autora consegue prender os seus leitores através dos seus enredos sólidos, das personagens credíveis e das emoções fortes que são criadas.
Peripécias do Coração é um livro natural, enternecedor e hilariante.

[OPINIÃO] - Rosa Selvagem, de Patricia Cabot



O que posso dizer sobre “Rosa Selvagem”? Simplesmente adorei! Patrícia Cabot conquistou-me. Já tinha lido algumas opiniões sobre o livro e estava ansiosa por o ler.
A história é maravilhosa! Achamos que lhe sabemos o final já no início, mas não é bem assim!
Antes de mais, as personagens são muito bem construídas.
Lord Edward Rawling, um segundo filho na linhagem, que não quer por nada ser duque, e então decide fazer a última vontade de seu pai: encontrar o seu sobrinho – o verdadeiro duque. E é aí que aparece Peggen, a tia de Jeremy, o pequeno duque que Edward procura. Mas esta tia não é bem a velha chata que Edward achava que ia encontrar, mas também não é a menina certinha que aparenta ser. Peggen é inteligente e perspicaz e traz consigo irreverencia, arrogância e principalmente a sua grande “língua afiada”.
Claro que no meio disto, já se estava “a ver o filme”, o Amor acontece entre duas pessoas que tudo o que menos queriam era amar-se um ao outro.
Para além das personagens principais, a história é apimentada pelo pequeno Jeremy, que tem um grande coração e protege a sua tia até à morte. Mas depois tem a sua parte de criança terrorista que deixa todos com os “nervos em franja”.
Depois temos os amigos das personagens e ainda os criados de Rawlings Manor que dão um colorido a toda a história.
Este livro é um verdadeiro romance de época divertidíssimo, muito bem desenvolvido, com uma escrita simples, fluída e um óptimo sentido de humor com toques fantásticos de sarcasmo. Tem diálogos muito bem construídos que deixam o leitor colado às suas páginas.
Divertido, sedutor, ternurento e de leitura leve, “Rosa Selvagem” é um livro que aconselho vivamente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

[OPINIÃO] - "O Meu Encontro com a Vida", de Cecelia Ahern


“O Meu Encontro com a Vida” foi o primeiro livro que li de Cecelia Ahern, e posso dizer que no início estive para desistir dele. Começei a lê-lo e não me conseguia motivar para o ler, ia lendo por ler, poucas páginas de cada vez, só para saber o que vinha a seguir e se podia valer a pena o dinheiro que o gostei ao comprar. E afinal valeu, porque mais ou menos a meio do livro fui conquistada e devorei-o.
Este livro conta a história de Lucy Silchester, uma mulher na casa dos 30 anoos, que faz da mentira a sua vida. Lucy acumula ao longo dos anos mentira atrás de mentira, não conseguindo dizer a verdade. E é assim em tudo: com a família, os amigos, no trabalho.
Até ao dia em que chega a casa e tem um convite para se encontrar com a sua “Vida”. Lucy acha hilariante essa história de se encontrar com a vida, achando que está a ser gozada, mas deixa-se levar só por curiosidade.
Assim, a sua “Vida” confronta-a com todas as mentiras, desde que foi abandonado pelo seu namorado, mas que conta aos amigos que foi ela que o deixou, o facto de falsificar o seu currículo, o mau relacionamento com o seu pai, mas que para os amigos estava tudo bem, o facto de esconder a sua casa (uma garagem), entre muitas outras mentiras que se tornam numa avalanche.
O que a sua “Vida” lhe vai fazer é estar ao lado dela em tudo (em casa, no trabalho, nas suas saídas com os amigos) impedindo-a de mentir, ou como castigo, sempre que lance uma mentira, a “Vida” contará uma verdade a seu respeito.
Muito lentamente, Lucy vai começando a falar verdade, fazendo-a “aliviar” o peso da mentira que tinha nas suas costas.
Cecelia Ahern consegue fazer uma coisa fantástica que é criar cenas de humor entre as personagens, fazendo o leitor rir às gargalhadas enquanto desfolha cada página, e foi isso que me conquistou. Mas consegue também dar-nos uma lição de vida através da “Vida” de Lucy.
“A mentira tem perna curta”, como dizem ditos populares, e autora mostra-nos isso mesmo.
E Lucy dá-nos ainda um último e fulcral conselho: “Nunca desistamos das nossas vidas”.
Uma óptima leitura, que aconselho a todos.  

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

[OPINIÃO] - O Amor é outra coisa, de Margarida Rebelo Pinto




“O Amor é outra coisa” foi a primeira leitura que fiz de Margarida Rebelo Pinto, e fui definitivamente conquistada!

Já tinha lido criticas muito positivas mas também algumas muito negativas sobre a escrita da autora e estava, da facto com receio de me desiludir, ainda por cima este livro foi uma prenda de Natal do meu irmão (e ele não é assim muito apreciador de dar prendas), por isso ainda mais receio tinha. Mas no final da leitura deste livro fiquei contente.

Enquanto ia desfolhando este livro, pensei bastante sobre o tema: AMOR.

E penso que esse seria o objectivo de Margarida Rebelo Pinto, mostrar-nos que afinal o Amor se calhar não é bem aquilo que normalmente achamos que seja.

Li o livro em poucos dias (e digo-vos que tenho sempre o meu dia muito ocupado, só conseguindo um ou duas horinhas para ler, normalmente).

Gostei do facto de Margarida cruzar as histórias de pessoas reais com a história de amor (improvável) de um urso e de uma cegonha (Simão e Adelaide, respectivamente).

Este livro mostra-nos que por mais que soframos por amor (e não apenas relacionado com um companheiro, mas também com a perda de um ente querido, por exemplo) a vida tem que se recompor e precisamos de avançar.

Classifico este livro como melancólico e nostálgico, mas ao mesmo tempo delicioso.

Conseguiu fazer com que me caíssem umas lagrimazinhas enquanto o lia (mas umas lágrimas boas ate porque chorar faz bem à alma!).

Apesar de fazer aqui uma pequena opinião, não contando muito da história, penso que o melhor é que cada um leia este livro e tira as suas diferentes conclusões sobre o que é afinal o Amor.

Aconselho vivamente a leitura deste livro, que nos cria diferentes emoções ao longo da sua leitura.

Em breve conto juntar à minha pequena biblioteca mais alguns romances desta fantástica escritora. Se alguém me quiser oferecer um também aceito!

[OPINIÃO] - Um Casamento no Natal, de James Patterson e Richard diLallo




Guardei este livro para ler começar a ler apenas na noite da véspera de Natal, especialmente pelo seu título que nos recorda desta época festiva. Normalmente, o Natal está relacionado com a reunião familiar, a comemoração, a alegria, o amor, etc. E é mesmo isso que este livro nos mostra. A principal personagem é Gaby Summerhill, uma mulher na casa dos cinquentas e poucos anos, que perdeu o seu marido e eterno amor há três anos atrás. Gaby é mãe de quatro filhos, Claire, Lizzie, Emily e Seth, que após a morte do pai nunca mais comemoraram novamente o Natal em família. No entanto, nesse ano, Gaby decide que se irá casar precisamente no dia de Natal apresentando à família os seus três pretendentes:Marty, o seu cunhado e irmão do falecido marido de Gaby, Jacob, o rabi e Tom. Mas, Gaby apenas anunciará a todos qual o seu futuro marido no dia do casamento.

O livro mostra-nos as alegrias e tristezas de cada um dos Summerhill após a morte do patriarca da família e como uma altura de paz e amor pode mudar tudo.

Um “Casamento no Natal” é um livro ternurento, que nos apela aos sentimentos e ao coração, e ao mesmo tempo hilariante.

De leitura muito simples, com pequenos capítulos, coisa que James Patterson já nos habituou, é um livro que se lê muito rapidamente. Os autores têm ainda o cuidado de criar personagens bastante reais, com diferentes histórias de vida.

Mais uma vez James Patterson (desta vez em cooperação com Richard diLallo) conquistou-me com esta magnifica história.

[OPINIÃO] - Escravos do Amor, de Kate Pearce




Escravos do Amor, é o primeiro livro da série “Casa do Prazer, de Kate Pearce.

As duas personagens centrais são: Lorde Valentin Sokorvsky e Sara Harrison.

Lorde Valentim Sokorvsky é um homem bastante poderoso no mundo dos negócios, mas que esconde um grande segredo. Sokorvsky foi, durante dez anos, escravo sexual num bordel turco. Sara Harrison é uma jovem rebelde, apesar de toda a sua óptima educação. Quando estes se conhecem desde logo se faz ver que existe uma grande atracção entre ambos.



Inicialmente, Valentin estaria prometido a Charlotte, a irmã mais nova de Sara, visto que Valentin devia um grande favor ao pai das duas mulheres. Valentin foi salvo do cativeiro do bordel por esse homem. Mas é quando se prepara para anunciar noivado com Charlotte que Valentin e Sara se conhecem e não resistem aos encantos um do outro, acabando Valentin por pedir a mão de Sara em casamento.

Após o casamento, Sara começa por conhecer aos poucos os atrevidos avanços sexuais de Lorde Valentin, acabando por ficar secretamente excitada e demonstrando que por detrás de uma mulher calma e de maneiras requintadas existe uma mulher a brotar sensualidade e que anseia descobrir muito mais sobre o tema, deixando o seu marido levá-la ao limite do seu louco desejo.

Apesar de este Escravos do Amor, ser um livro de forte cariz sexual é também um romance bastante escaldante e cativante. A autora tem o cuidado de criar uma bela história de amor, que nos contempla com páginas recheadas de paixão, prazer e erotismo. Kate Pearce é bastante minuciosa nas suas descrições que acabam por “transportar” o leitor para a acção com imensa facilidade. Apresenta ainda uma escrita bastante fluida, fácil de compreender e cativante, acabando por nos prender desde o início do livro.

No segundo volume deste livro, uma das personagens centrais é Peter Howard, melhor amigo de Valentin, companheiro de cativeiro no bordel turco e durante muitos anos seu amante. Peter, apesar de querer parecer mais forte, é também ele um homem frágil e atormentado pelo seu passado como escravo. Em breve este segundo volume estará na minha mesinha-de-cabeceira.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

[OPINIÃO] - Desejo Subtil, de Lisa Kleypas



Desejo Subtil, meu querido Desejo Subtil!...

Sem dúvida dos livros que mais gostei em 2012.

Este livro tem tudo: humor, romance, erotismo, sedução, conquista.
Contando a história de quatro “encalhadas” da sociedade londrina que tem como objectivo comum encontrar um marido, usando os seus encantos femininos.
Durante esta série, Lisa Kleypas contará, uma a uma, as histórias das quatro protagonistas.
“Desejo Subtil”, o primeiro livro da série, contará a história da mais velha das quatro amigas: Annabelle Peyton, uma jovem inteligente e determinada que após o falecimento de seu pai vê a sua família na desgraça, e dessa forma decide que, usando os seus encantos, seduzirá um nobre endinheirado da sociedade londrina.
Mas Annabelle tem um admirador persistente: Simon Hunt, um  plebeu arrogante, que graças aos seus esforços se torna um dos homens mais ricos de Londres e arredores. Mas um plebeu é sempre um plebeu!
Simon deixa bem claro que tudo fará para arruinar os planos de Annabelle, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne.
Annabelle tudo fará para resistir e lutar contra as investidas de Simon, mas essa tarefa torna-se impossível e o seu desejo descontrolado desde logo deixa Annabelle louca de prazer. Até que chega uma fatídica e escaldante noite de Verão, em que Annabelle se deixa levar pelos deliciosos beijos de Simon, descobrindo que este é o homem que ama e que o amor é o mais perigoso de todos os jogos.

Na minha opinião, este livro deixa o leitor pregado às suas páginas. Lisa Kleypas, torna “Desejo Subtil”, que poderia bem ser um simples romance de época, num dos melhores do ano (que eu li!). A escritora consegue criar um desenvolvimento fantástico da história, colocando uma deliciosa pitada de humor em cada página “saboreada”.

No próximo livro desta série – “Sedução Intensa” – será contada a história de Lilian Brown, a segunda “encalhada”. Em “Desejo Subtil”, já temos um toque da personalidade da protagonista e das suas picardias com Lord Westcliff, o segundo protagonista deste segundo livro. Estou mortinha de curiosidade para me deliciar com “Sedução Intensa”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

[OPINIÃO] - O Funeral da Nossa Mãe, de Célia Correia Loureiro



“O Funeral da Nossa Mãe” é um livro que nos toca no coração.
Célia Correia Loureiro, um jovem e fantástica escritora portuguesa, traz-nos a história de três irmãs: Luísa, Cecília e Inês. Estas há muito se encontram distantes umas das outras, com rumos diferentes de vida.  
O livro centra-se no dias após o suicídio de Carolina, a mãe das três irmãs. Esta decide pôr termo à sua vida, deixando um ultimo pedido às suas filhas: de que estás se reunissem na festa em honra da padroeira da vila – Vila Flor, pleno Alentejo. Esta vila é a terra natal de Carolina e também é o local onde as suas filhas viveram parte das suas infâncias e juventudes. Mas quando estas chegaram á idade adulta, as suas vidas seguiram rumos opostos. Luísa, imigrou para Paris, decepcionada com a frieza que a sua mãe aparenta, Cecília torna-se uma pianista conceituada e vive num alheamento artístico e Inês, a mais nova das irmãs, dedica-se à política de forma a fugir á negligência da própria família.
 Durante o fim-de-semana de festa em honra da padroeira, decorrerá as cerimónias fúnebres de Carolina, e será durante esses dias, que as irmãs, com a ajuda da tia Elisa, irmã de Carolina, regressarão ao passado de forma a desvendar todos os segredos de Carolina e da família e todas as questões que permanecia na mente nas suas mentes. Serão ainda discutidos os erros e as fraquezas de Carolina e descobertos os seus “podres” e finalmente, um acto vil cometido por Carolina.

No que diz respeito á minha opinião, este é o primeiro livro que leio da Célia, e de facto a escritora surpreendeu-me pela positiva. Célia tem atenção ao mais ínfimo pormenor, explicando de forma detalhada o carácter e a personalidade de cada uma das personagens, que admito, ao início não achei piada alguma, pois achava que ela pôr “palha” no livro. Mas no decorrer da minha leitura, percebi que cada pormenor escrito anteriormente faz todo o sentido e é extremamente necessário para conseguirmos perceber as atitudes das personagens.
A história é fantástica, pois apesar de esta se centrar na vida, ou melhor, na morte de Carolina, acaba por contar também a história de vida de cada uma das irmãs, dos seus amores, do pai das mesmas, já falecido, e de uma paixão deste. Por fim, o livro envolve uma última personagem, bastante importante para esta história e que para mim é a “cereja no topo do bolo”.

Os meus sinceros parabéns à Célia, por este livro e conto em breve falar aqui também do outro livro – “Demência”.